quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Oliveira Silveira, um dos fundadores do MNU

OLIVEIRA SILVEIRA por Oliveira Ferreira da Silveira

OLIVEIRA SILVEIRA (Oliveira Ferreira da Silveira) – Poeta negro brasileiro, nascido em 1941 na área rural de Rosário do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos.
Graduado em Letras – Português e Francês com as respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Docente de português e literatura no ensino médio. Atividades jornalísticas. Ativista do Movimento Negro.
Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR.
Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – Pêlo escuro, Roteiro dos tantãs, Poema sobre Palmares, entre outros – e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior: Cadernos negros, do grupo Quilombhoje, e A razão da chama, de Oswaldo de Camargo, em São Paulo-SP; Quilombo de Palavras, organização de Jônatas Conceição e Lindinalva Barbosa, em Salvador, na Bahia; Schwarze poesie/Poesia negra e Schwarze prosa/Prosa negra, organizadas por Moema Parente Augel e editadas na Alemanha por Édition diá em 1988 e 1993, com tradução de Johannes Augel; ou revista Callaloo volume 18, número 4, 1995, e volume 20, número 1 (estudo de Steven F. White), 1997, Virgínia, Estados Unidos.
Na imprensa, publicou artigos, reportagens, e alguns contos e crônicas. Participou com artigos ou ensaios em obras coletivas, caso do ensaio Vinte de novembro: história e conteúdo, no livro Educação e Ações Afirmativas, organizado por Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Válter Roberto Silvério – Brasília: Ministério da Educação/Inep, 2002.
Entre algumas distinções recebidas: menção honrosa da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro, pelo livro Banzo Saudade Negra em 1969; medalha cidade de Porto Alegre, concedida pelo Executivo Municipal em 1988; medalha Mérito Cruz e Sousa, da Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa – Florianópolis-SC, 1998; Troféu Zumbi, obra de Américo Souza, concedido pela Associação Satélite-Prontidão, da comunidade negra de Porto Alegre, 1999; Comenda Resistência Civil Escrava Anastácia, da Rua do Perdão, evento cultural negro, Porto Alegre, 1999; e Tesouro Vivo Afro brasileiro, homenagem do II Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, realizado entre 25 e 29 de agosto de 2002 na Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, em São Carlos-SP – ato em 27 de agosto.
Atuação em outros grupos a contar de meados da década 1970: Razão Negra, Tição, Semba Arte Negra, Associação Negra de Cultura. Integrante da Comissão Gaúcha de Folclore. Conselheiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR, integrando, nesse órgão com status de ministério, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR, órgão consultivo, período 2004-2006.
Alguns exercícios em texto teatral paradidático (cenas, montagens simples) e música popularesca. Poemas musicados por Haroldo Masi, Wado Barcellos, Aírton Pimentel, Luiz Wagner, Marco de Farias, Paulinho Romeu, Flávio Oliveira, Vera Lopes-NinaFóla, Lessandro e, na Suécia, pela compositora Tebogo Monnakgotla.

Quilombo Silva

Dr. Onir Araújo, advogado da família Silva, em sua fala emocionada, dia 25 de setembro de 2009, na titulação do Quilombo Silva,primeiro Quilombo urbano titulado no País, localizado em zona nobre da cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Titulação do Quilombo Silva

Em 25 de setembro de 2009, Mestre Brasil, Coordenador da Ciracial
da Prefeitura de Caxias do Sul, fala tendo ao fundo o Coordenador
Nacional e fundador do MNU, Milton Barbosa, de São Paulo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Símbolo do abolicionismo

A discussão sobre qual a data realmente mais representativa para a comunidade negra no Brasil é mais do que política ou histórica. É, essencialmente, simbólica. É por isso que, ao lançar olhares de revisão ao papel do 13 de maio, muitos historiadores resgatam elementos que são símbolos com força no imaginário da população - algo que pode explicar até mesmo a necessidade que o movimento negro teve, originalmente, de repudiar as celebrações oficias da Abolição.
Foi o que o historiador e pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa Eduardo Silva fez no livro As Camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura (Companhia das Letras), uma obra que traça uma vibrante e delicada arqueologia entre as camélias brancas que enfeitavam o gabinete de trabalho da princesa Isabel, na Corte, e um quilombo localizado no que hoje é um dos bairros mais restritos da zona sul carioca, o Leblon.
Silva resgata o cotidiano de um quilombo abolicionista localizado em pleno Rio de Janeiro, que produzia em larga escala as camélias que se tornaram a flor-símbolo do movimento pela libertação dos negros - uma identificação que, segundo Silva, foi relegada a segundo plano nas interpretações posteriores que se fizeram da luta por libertação, em detrimento da própria participação do negro no processo.
- A camélia como símbolo do abolicionismo sempre foi tomada como um detalhe folclórico menor. Quando se faz isso, quando se retira esse simbolismo popular, com o qual os negros libertos, refugiados ou militantes sempre tiveram muita identificação, o que sobra é realmente a princesa Isabel, e aí é lógico que o movimento negro só poderia refutar essa interpretação que jogava sobre uma princesa de ascendência européia toda a importância por um ato que foi o ápice de uma luta libertária - comenta o historiador.
Silva esbarrou na questão das camélias ao passear pelo jardim da Casa de Rui Barbosa, onde se situa a fundação. Notou que a residência tinha camélias plantadas em pontos estratégicos, perfeitos para serem vistos por quem passava na rua. A partir daí, o pesquisador retraçou a história da camélia como esse símbolo que a história republicana apagara. É um ponto de vista que encontra eco na opinião do advogado Antônio Carlos Côrtes, um dos fundadores do grupo Palmares, no Rio Grande do Sul, nos anos 1970.
- O Quilombo do Leblon era conhecido da polícia, da Justiça, mas a perseguição a ele não foi deflagrada porque já se podia ver que o ambiente não era mais o de repressão, a escravidão estava nos estertores - comenta.
Côrtes e seus colegas fundadores do Grupo Palmares (os então jovens universitários Oliveira Silveira, Ilmo da Silva e Vilmar Nunes) foram pioneiros em pleitear a luta de Palmares e a figura de seu último líder, Zumbi, como um emblema a ser brandido contra o relato oficial de uma princesa Isabel benemerente cedendo a lutas da classe parlamentar ilustrada - e branca - da época. O herói se encaixou à perfeição nessa categoria do "símbolo" que a luta pela afirmação negra no Brasil precisava por mais de um motivo: era um guerreiro que havia liderado um movimento de resistência de grandes proporções. As informações que circulam sobre sua história são difusas, ele teve uma morte violenta e seu corpo foi de tal forma vilipendiado para servir de exemplo que sua figura se aproxima da de um mártir da luta negra.
- Por gerações, a história foi ensinada na escola por meio de grandes figuras históricas. Aprendi assim, muitos outros também, e a figura que se evocava quando se chegava nesse capítulo em particular era sempre a "princesa redentora". Por isso, considero fundamental que Zumbi seja hoje uma figura exaltada pela luta que liderou no Quilombo - pondera a jornalista Sílvia Abreu, uma das autoras que colaboraram com ensaios para a obra Negro em Preto-e-Branco: História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, organizado pela fotógrafa Irene Santos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

ÁFRICA

A África é considerada o segundo maior continente em extensão, cerca de 75% de seu território está localizado na faixa intertropical do globo, ou seja, entre o trópico de Câncer, ao norte, e o trópico de Capricórnio, ao sul. Essa característica faz com que seja o continente mais tropical do mundo, apresentando temperaturas muito elevadas. O continente africano é cortado pela linha do equador em sua parte central, ficando com terras igualmente distribuídas pelos hemisférios norte e sul.O território africano é banhado ao norte pelo mar Mediterrâneo, ao sul pela junção dos oceanos Índico e Atlântico, a leste pelo mar Vermelho e o oceano Índico e a oeste pelo Atlântico.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dia Nacional da Consciência Negra

Dia Nacional da Consciência Negra
Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil

Zumbi, símbolo da resistência negra!
Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar por cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695, Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a Praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.
Fontes: Dpnet.com.br
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Subject: La ONU declara el 18 de julio, día internacional de Nelson Mandela

Declaración Universal de los Derechos Humanos Bulletin Posted by Jaume D'Urgell La Asamblea General de las Naciones Unidas declaró ayer el día 18 de julio como 'Día Internacional de Nelson Mandela' para celebrar, coincidiendo con su fecha de nacimiento, el legado del Premio Nobel de la Paz y ex presidente sudafricano, un hecho "histórico" puesto que es la primera vez que la ONU designa un día internacional en honor de una persona.
La resolución de la ONU hace una llamada a todos los Estados Miembros, Organizaciones de las Naciones Unidas y otras Organizaciones No Gubernamentales, así como a la sociedad civil, a celebrar este día. La conmemoración del Día Internacional de Nelson Mandela comenzó este año en Nueva York y ahora, tras la declaración de la ONU, Madrid ha sido seleccionada para acoger esta celebración durante el próximo año mediante una serie de eventos enfocados a la promoción del voluntariado y relacionados con la educación, el deporte, el arte, la música y el cine, entre otros, con el objetivo de motivar y llamar a la acción a la sociedad.
Por su parte, el director internacional de 46664 y 'Nelson Mandela Day', Tim Massey, destacó que esta declaración "es el mejor tributo al legado que Nelson Mandela está dejando en todo el mundo". En este sentido, indicó que están "encantados" de que el éxito de esta celebración en Nueva York continúe el próximo año en Madrid, "como puerta de entrada a toda la cultura latina".
"Nos hemos acercado a destacadas personalidades en España que han accedido a formar parte del Comité Asesor del proyecto y estamos preparando un completo programa de actividades que anunciaremos próximamente", aseguró.
Dicha resolución de la ONU reconoce a Mandela como un "icono internacional y un símbolo de esperanza para todos los oprimidos y marginados en el mundo" además de resaltar "sus principios, valores, dedicación al servicio de la humanidad y su contribución en la lucha por la democracia y en la promoción de una cultura de paz en todo el mundo".
FUENTE: EUROPA PRESS
ENLACE: http://www.europapress.es/epsocial/ong-y-asociaciones/noticia-onu-declara-18-julio-dia-internacional-nelson-mandela-madrid-conmemorara-fecha-2010-20091111171832.html

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