sábado, 3 de novembro de 2012
URGENTE - LORICO TEVE UM AVC
SOLIDARIEDADE À LORIVALDINO SILVA - LORICO- LIDERANÇA QUILOMBOLA DO QUILOMBO DA FAMÍLIA SILVA.
Lorico, Presidente da Associação do Quilombo dos Silva , Comunidade Quilombola referência de luta e resistência em todo o País sendo o primeiro Quilombo Urbano Titulado do País, sofreu na terça-feira passada , dia 23/10, quando proferia palestra para estudantes de Pedagogia da UNIRITTER um grave acidente vascular cerebral (AVC) encontrando-se hospitalizado na UTI do Hospital São Lucas da PUC/RS.O Companheiro , além do pensamento positivo, precisará de apoio e solidariedade material , face a recuperação ser demorada e custosa.
Nesse sentido estamos abrindo uma campanha financeira de Solidariedade , visando reguralizar a situação do companheiro junto à Previdência, bem como, estrutura para logística de tratamento.
Solicitamos depósitos junto a conta a seguir, conta pessoal do próprio Lorico , junto à Caixa Econômica Federal:
Lorivaldino da Silva
Agência: 0429
Conta: 00001704-5
Operação: 023
CPF- 404.906.960-15
Após confirmar sua colaboração pelo e-mail: quilombosilva@yahoo.com.br
obs:Repassar para companheiros por E-mail,Facebook,etc..
Saudações Quilombolas
Quilombo da Familia Silva
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Universidade mantém 30% das vagas às cotas no Vestibular 2013
Universidade mantém 30% das vagas às cotas no Vestibular 2013, mas elas serão subdivididas entre quatro modalidades, conforme o critério de renda. Novo edital para inscrição e retificação será divulgado segunda-feira, dia 29
Por unanimidade, o Conselho Universitário da UFRGS (Consun) aprovou na manhã de hoje, 26, as mudanças que passam a valer no Concurso Vestibular 2013. As alterações adequam o Programa de Ações Afirmativas da Universidade ao decreto e à portaria que regulamentam a Lei das Cotas - Lei nº 12.711 de 29 de agosto de 2012-, que trata da implementação das reservas de vagas em instituições federais de ensino.
A UFRGS continuará reservando 30% das vagas de todos os cursos de graduação para o Programa de Ações Afirmativas. Essa reserva, porém, será dividida entre quatro modalidades, introduzindo mudanças nos critérios para habilitar-se às vagas reservadas, conforme determinado na legislação (confira gráfico ao final da matéria).
O candidato que deseja disputar as vagas reservadas às cotas terá, então, que optar, por uma das seguintes modalidades:
a) egressos do ensino médio de escola pública com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita;
b) egressos do ensino médio de escola pública com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita, com registro de autodeclaração étnico-racial (negro, pardo ou índio);
c) egressos do ensino médio de escola pública com renda familiar bruta superior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita;
d) egressos do ensino médio de escola pública com renda familiar bruta superior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita, com autodeclaração étnico-racial (negro, pardo ou índio).
Os candidatos precisam estar atentos ainda à outra mudança: antes, a UFRGS exigia metade do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública para habilitar-se à disputa das cotas. Agora, basta a conclusão do ensino médio completo na escola pública para poder disputar vaga de cotista.
O reitor Carlos Alexandre Netto, destacou que as mudanças aprovadas hoje pelo Consun são válidas exclusivamente para o Concurso Vestibular 2013. “A partir de março próximo, faremos revisões na decisão, com vistas aos próximos concursos vestibulares para atender integralmente às exigências da legislação federal de reservar no mínimo 50% das vagas até 2016”, reiterou Netto.
Novo Edital
Com a decisão aprovada hoje, um novo edital que complementa e retifica as normas anteriores será divulgado na segunda-feira, dia 29 de outubro. Pelas novas regras, serão reabertas as inscrições das 00h00 min do dia 30 de outubro às 23h59min do dia 5 de novembro. Candidatos que tiveram sua inscrição efetuada e confirmada pela Comissão Permanente de Seleção (Coperse), conforme o primeiro edital, deverão fazer reopção dentro da modalidade em que se enquadrarem. Inscritos pelo acesso universal que não pretendem concorrer às cotas não precisam realizar reopção. Quem ainda não se inscreveu terá uma nova oportunidade.
A data do vestibular se mantém de 13 a 16 de janeiro de 2013, com provas nas cidades de Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé.
sábado, 27 de outubro de 2012
COTAS NA UFRGS
Novas inscrições para se adequar à lei
Porto Alegre – A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reabrirá as inscrições ao vestibular 2013 para se adequar à nova Lei de Cotas sancionada pelo Palácio do Planalto. O novo edital deve ser publicado segunda-feira. As inscrições abrem à meia-noite de terça.
A reserva de vagas pelo Programa de Ações Afirmativas segue em 30%, mas as cotas consideram a renda per capita da família. Anteriormente, o critério analisado pela universidade era apenas se o candidato tinha feito metade do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública. Outra mudança é que agora basta a conclusão do ensino médio em escola pública para que o estudante possa se inscrever no sistema.
O Conselho Universitário (Consun) definiu as alterações por unanimidade na manhã de sexta-feira. Por meio da assessoria da instituição, o reitor, Carlos Alexandre Netto, afirmou que as mudanças valem exclusivamente para o vestibular 2013 e devem ser reavaliadas em março.
Os candidatos que já se inscreveram deverão fazer reopção dentro da modalidade que se enquadram. Quem se inscreveu no acesso universal não precisará refazer a inscrição. Porém, como os critérios mudaram, e agora não é preciso ter cursado o ensino fundamental em escola pública, todos terão uma nova chance de inscrição. Além disso, quem ainda não se inscreveu no concurso terá nova chance com a abertura do edital.
Pela nova lei, os indígenas podem concorrer às vagas na UFRGS por duas modalidades: vagas reservadas aos cotistas ou pelo processo seletivo específico, mantido pela universidade, com oferta anual de 10 vagas.
A nova lei assegura que já em 2013 todas as instituições federais deverão reservar no mínimo 12,5% das suas vagas para as ações afirmativas. Até 2016, quando será destinado um percentual de pelo menos 50% ao programa, deverão somar 5,3 mil vagas a mais. A medida prevê a implantação progressiva do sistema nas 59 universidades federais do país.
Jornal Pioneiro 27/10/2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
CARTA ABERTA DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO
O Movimento Negro Unificado, Organização Política Negra com 38 anos de existência vem perante a População Brasileira e em especial à maioria de negros e negras manifestar-se e denunciar o grave aprofundamento do racismo, expresso através do verdadeiro Genocídio que os nossos jovens vem enfrentando, bem como, o aprofundamento dos ataques através das três esferas de Estado, (Legislativo, Executivo, e Judiciário) que os Direitos das Comunidades Tradicionais, Quilombolas, Ribeirinhos, Pescadores vem sofrendo, com dezenas de Assassinatos de Lideranças, e um número maior de ameaçados de morte.
Tal aprofundamento da violência contra o nosso povo, se dá no marco de uma capitulação total desse Governo e seus aliados ao Projeto de Neocolonização a serviço do Grande Capital Nacional e Internacional, representado pelas Grandes Empreiteiras, Mineradoras, Petroleiras, Papeleiras, Agronegócio etc, e o único espaço reservado para nós é aquele dos cemitérios, ou uma integração, enquanto, colonizados ou subalternos ao jogo e Projeto Político Dominante.
As Eleições Municipais ocorrem no País Inteiro, e apesar das numerosas candidaturas negras proporcionais, e até, para Prefeitos, vemos uma ausência total de foco e Projeto Político que reflita as necessidades do nosso Povo.
As Tropas brasileiras seguem no Haiti, promovendo o massacre daquele povo Heróico e se preparando para intervir em nossas Comunidades para garantir, não a segurança do povo, mas a tranqüilidade da exploração Capitalista.
Além disso, no Brasil, paira sobre as Comunidades Quilombolas, da grande maioria delas, a ameaça da destruição, através do Racismo Institucional. O Governo Federal e seus Gestores, no que se refere à temática Quilombola, não cumpre os preceitos legais no que se refere à demarcação e titulação dos territórios Quilombolas, cujo exemplo maior está expresso na Situação da Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos.
Fazemos um chamado a todos(as), negros(as), a todos lutadores sociais, independente de referenciais partidários, sindicais a cerrar fileiras e exigir:
Exigimos do Governo Brasileiro a retirada das tropas do Haiti e que o governo pare com a matança a serviço do agronegócio, empreiteiras, etc.
Rio dos Macacos.
Em primeiro lugar, exigimos que se interrompam imediatamente as hostilidades contra a comunidade quilombola do Rio dos Macacos feitas pela Marinha brasileira e governo brasileiro, e que seja, na forma da IN-57 do INCRA, Publicado Imediatamente o Relatório Técnico da Comunidade, bem como, todas as comunidades em conflito e ameaçadas e que sejam garantidos seus direitos como previsto nos artigos 68 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da constituição federal de 1988 bem como nos artigos 215 e 216 da mesma, e da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Exigimos que seja garantida a sua reprodução física, cultura, social e econômica com reconstrução das casas, das casas de farinha, hortas, pomares, etc. Exigimos a reconstrução dos terreiros de religião destruídos pela Marinha Brasileira, com medidas emergenciais com conteúdo reparatório pelos crimes de lesa humanidade cometidos contra a comunidade quilombola e a garantia de permanência dos quilombolas no Rio dos Macacos, em seu território ancestral.
Por fim, exigimos que a Presidenta Dilma implemente a aplicação do Decreto 4887/2003, marco legal fundamental para a regularização e titulação dos territórios quilombolas, em todas as dimensões de seu governo, direitos estes ameaçados tanto pelo descaso do governo federal pelas inúmeras situações de violência e morte de quilombolas em seus territórios, como pelos ataques das bancadas ruralistas, evangélicas e do agronegócio através da ADI 3239 do DEM, que, se acatada pelo STF, as comunidades quilombolas voltarão ao período da escravidão.
Não ao retrocesso, exigimos que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue improcedente a ADI do DEM como forma de efetivamente, exercerem liberdade, dignidade e direito com a titulação e desenvolvimento dos territórios quilombolas.
Fora a Marinha do Quilombo do Rio dos Macacos!
Fora o IBAMA/ICMBio do Quilombo São Roque!
Fora as tropas do Haiti!
Reparação ao povo negro e quilombolas e ao povo haitiano!
Titulação dos territórios quilombolas Já!
MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
DIA INTERNACIONAL DO IDOSO
No dia 1º de outubro se comemora o Dia Internacional do Idoso, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Você sabia que a população de idosos não pára de crescer? No Brasil, são mais ou menos 15 milhões de pessoas. Daqui a 20 anos, essa população deve dobrar. No mundo inteiro a população está ficando mais velha.
Até 2050, o número de pessoas acima de 65 anos será maior do que o de pessoas com menos de 15, nos países mais avançados. E tem mais! Hoje, a expectativa de vida nos países desenvolvidos é de mais ou menos 75 anos e será de mais ou menos 90 anos em 2050.
Pensar na velhice é tarefa de todos, não só dos velhos mas também dos jovens. Quando dizemos que alguém é velho, queremos dizer o quê? Velho pode ser uma palavra carinhosa ou pejorativa. Existe preconceito em relação aos idosos. E onde há preconceito - você já sabe - tem muito desconhecimento. Por um lado, a idade está associada à sabedoria e à experiência. Por outro lado, o velho é visto como uma pessoa frágil e sem autonomia.
Até no dicionário podemos notar isso. Há várias formas de se referir a uma pessoa idosa. Veterano, sênior, ancião, coroa, pessoa de idade, longevo, adiantado em anos, avançado em anos. Conforme a idade, o idoso pode ser ainda sexagenário, septuagenário, octogenário, nonagenário ou centenário. Gostou?
Pensando bem, a velhice é apenas mais uma fase da vida. E uma fase que pode ser bem longa. Hoje em dia muitos países convivem com idosos de diversas gerações. A ONU divide os idosos em três categorias: os pré-idosos (entre 55 e 64 anos); os idosos jovens (entre 65 e 79 anos - ou entre 60 e 69 para quem vive na Ásia e na região do Pacífico); e os idosos de idade avançada (com mais de 75 ou 80 anos).
Você nunca tinha pensado nisso, não é? Com a elevação da expectativa de vida, a chamada terceira idade esticou bastante. Isso aconteceu por vários motivos, mas os principais são os avanços da medicina e as melhorias na qualidade de vida. Se a população está ficando mais velha, também está ficando mais saudável. Há até uma especialidade médica para cuidar das pessoas mais velhas: a geriatria.
Como comemorar o Dia Internacional do Idoso? Lembrando que a gente também vai chegar lá. Aprender a envelhecer faz parte da educação de todas as pessoas. Vamos comemorar com cuidados e atenções, respeito e gentileza, como todo idoso merece. Que tal? Vamos comemorar assim, com doçura e alegria, a vida longa de nossos familiares e conhecidos. Parabéns a eles!
*Heidi Strecker é filósofa e educadora.
Dia Nacional do Idoso
O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso no País, seus direitos e dificuldades.
A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.
O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, que representam 8% de sua população. Em 20 anos, o País será o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas. O dado serve de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante.
O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais.
Segundo pesquisa do IBGE, em 1999, apenas 26,9% do total de idosos no País possui algum plano de saúde, sendo que em algumas regiões como o Nordeste essa taxa ainda cai para 13%. As mulheres são ainda mais afetadas, porque vivem mais tempo e, em geral, com menos recursos e menos escolaridade.
Diante desse quadro, o governo brasileiro precisa elaborar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa mudança da pirâmide populacional.
(Fonte: Jornal A Voz da Serra, de Nova Friburgo-RJ)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
ENTREVISTA AO INSPIR - INSTITUTO DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
Milton Barbosa
1) Quais foram as principais causas que levaram o movimento negro a criar o MNUCDR em julho de 1978?
A causa da criação do MNUCDR foi a necessidade de se combater o racismo no mercado do trabalho, nos meios de educação, no ensino oficial, a violência policial sobre os negros e outras mazelas.
Os motivos imediatos, foram a discriminação racial de quatro garotos no Clube de Regatas Tietê, integrantes da equipe infanto-juvenil de voleibol, impedidos de entrarem na piscina do Clube pelo fato de serem negros.
O responsável pela piscina os impediu comentando ao técnico dos garotos , que se os deixassem entrar na piscina, cem sócios imediatamente sairiam das águas. O técnico que na época participava de grupos de esquerda trouxe através de jovens militantes de sua organização a denúncia ao Movimento Negro.
Este foi um dos motivos imediatos que levou à criação do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial em reunião no dia 18 de junho, na sede do Centro de Cultura e Arte Negra - CECAN, que além de criar uma organização para centralizar os grupos e entidades da época, resolveu realizar um Ato Público nas escadarias do Teatro Municipal da Cidade de São Paulo.
Além deste fato a prisão, tortura e morte de Robson Silveira da Luz, trabalhador e pai de família, acusado de roubar frutas numa feira e morto no 44º Distrito Policial de Guaianases sob as ordens do Delegado Alberto Abdala, fato este que revoltou sensivelmente a juventude negra da época.
Quando das mobilizações e atividades para a realização do Ato, uma semana antes do 7 de julho de 1978, dia marcado para a manifestação, foi morto Newton Lourenço, operário, numa abordagem da Polícia Militar no bairro da Lapa.
Estes três fatos foram o estopim para realização do Ato e da criação de uma nova organização de combate ao racismo na cidade, no estado e no Brasil.
2) Houve apoio de outros setores da sociedade para organização daquele ato em frente ao teatro municipal?
Contamos com apoio de setores progressista de igreja católica, a própria burguesia da época estava interessada em derrotar a Ditadura Militar, porisso tivemos espaços na imprensa burguesa para denúncia - Estadão, Folha de São Paulo e outros, o próprio Ato teve repercussão internacional: pessoas vindo de países da América do Sul, Europa, EUA e mesmo de países africanos, diziam ter recebido informações sobre a manifestação.
Tivemos apoio signiticativo da área do trabalho (Sindicatos,
representantes trabalhistas, Deputados do antigo MDB)
3) Existiram avanços no que diz respeito a inserção dos negros na sociedade brasileira desde então? Quais?
O Movimento conseguiu avanços significativos, mas que ainda é muito pouco para resolver o problema do racismo que tem suas raizes na escravidão dos africanos, que tiveram seus territórios invadidos para o saque em benefícios dos capitalistas europeus
fundamentalmente, sofreram sequestros em sua terra natal e morreram milhões na travessia do Atlântico, mais a morte e exploração de milhões no trabalho escravo, e o racismo pós Abolição da Escravatura.
Denúncia do racismo no mercado de trabalho, o enfrentamento à Violência Policial, o desmascaramento do racismo nos meios de
comunicação, o combate ao racismo no ensino oficial com a criação da lei 10639/03, as recentes conquistas por Cotas para negros nas Universidades Públicas, criação de órgãos de combate ao racismo junto aos órgãos do estado, a lei 4887 sobre o direito às terras aos Remanescentes de Quilombos, que no momento se encontra sobre ataque pelo DEM, partido a serviço dos latifundiários e do agro-negócio exigindo por parte dos negros e dos setores progressistas enfrentamento a estes setores reacionários e conservadores.
4) O MNU atualmente considera o movimento sindical um parceiro na luta contra o racismo e a discriminação? Em que medida?
O movimento sindical sempre foi um parceiro de primeira hora dos negros na luta contra o racismo e foi neste setor que o Movimento Negro construi importantes formas de resistência, e deve aprofundar esta relação e construindo novas formas de resistência através da conquista de ocupação de espaço no mercado de trabalho, nas direções sindicais, construção de órgãos de imprensa a exemplo deste Jornal do INSPIR, criação de grupos e atividades culturais, centros de formação política e outras formas similares.
5) Quais as principais tarefas colocadas para o movimento negro, hoje?
Combate sistemático ao racismo como um todo.
Combate ao projeto de Genocídio da População Negra que se expressa prioritariamente nas mortes sobre a Juventude Negra, através da Violência Policial, dos Grupos de Extermínio e das ações do Narcotráfico.
Trabalhar pela imprementação da Lei 10639/03 nas escolas públicas e privadas.
Exigência das Cotas para negros nas Universidades Públicas.
Luta pela aplicação do decreto lei 4887.
Luta pelo fim da violência sobre os imigrantes africanos.
Construção de órgãos regulares de comunicação de massa.
Garantir interação entre os negros do Brasil, da África e de
qualquer parte do mundo.
Exigir a retirada das tropas da Minustah do Haití.
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