COMUNIDADES QUILOMBOLAS INICIAM OCUPAÇÃO NO INCRA-MA
São Luís, 20 de março de 2012
Setenta comunidades quilombolas participantes do Movimento Quilombola do Maranhão-MOQUIBOM deram início à quarta ocupação da Superintendência do INCRA, sediado em São Luís. Ao som do tambor de crioula e de músicas que resgatam a luta negra, as comunidades presentes na ocupação reivindicam o cumprimento do acordo firmado ano passado com a presidência nacional do órgão, consignado pelo presidente Celso Lacerda e o fim da violência contra as comunidades.
“A presidência do INCRA definiu que seriam realizados 54 relatórios antropológicos, mas segundo ofício do próprio órgão, encaminhado ao MPF do Maranhão, o INCRA se comprometeu em fazer apenas 9 relatórios. Isso é a quebra do acordo firmado em 2011 e significa mais violência contra nós quilombola”, afirmou Gil Quilombola, coordenador do MOQUIBOM, que está ameaçado de morte.
Não aceitamos essa vergonha. O governo de Dilma está ao lado do agronegócio e é contra a titulação das terras de preto. Estamos dispostos a resistir a essa violência imposta pelo governo federal, afirmou o quilombola Catarino dos Santos, também ameaçado de morte.
O Estado do Maranhão, onde impera a violenta oligarquia Sarney, patrocina o extermínio de quilombolas no estado. Sequer podemos registrar ocorrência policial, e só conseguimos fazer com a presença, muita das vezes, de advogado, afirmou Zilmar Pinto Mendes, presidente da Associação Quilombola do Charco e sobrinha do mártir quilombola Flaviano.
Ao passo que o governo federal não realiza a titulação dos territórios, o agronegócio tenta expulsar os quilombolas de suas terras no Maranhão. Nos últimos 2 anos, 3 quilombolas foram executados no Maranhão em razão dos conflitos fundiários. Há ainda mais de 70 quilombolas marcados para morrer no Maranhão.
Além das comunidades quilombolas, se encontram no movimento comunidades de quebradeiras de coco, comunidades camponesas que esperam há décadas a desapropriação de latifúndios, responsável pela miséria do Maranhão.
No dia 21.03, Dia Internacional de Combate ao Racismo, as comunidades quilombolas, juntamente com a comunidade urbana Eugênio Pereira (750 famílias), ameaçada de despejo, realizarão mais protestos em São Luís.
Informe de Reginaldo Bispo
Membro da Coord. Nac. do MNU
quinta-feira, 22 de março de 2012
Nota pelo dia Internacional de Combate ao Racismo
FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS
Reginaldo Bispo
Após mais de 350 anos de opressão histórica contra a população negra,
rural e urbana, o século XXI assiste a reedição de medidas
sociopolíticas que patrocinam um verdadeiro etnocídio contra
comunidades quilombolas brasileiras: tratam-se de assassinatos,
ameaças de morte, descaso no cumprimento dos procedimentos
administrativos e legais para demarcação e titulação dos territórios,
despejos violentos e ataques massivos praticados por neofascistas, no
nível do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, a exemplo da Adi
3239, proposta pelo DEM ( antigo PFL), contra o Decreto 4887/2003 e o
Projeto de Lei nº 44/07, de autoria do deputado federal Valdir
Collato, do PMDB-SC que visa sustar a aplicação do decreto 4887/2003
bem como a PEC 215, que fulmina a demarcação de terras indígenas e
titulação dos territórios quilombolas , jogando a discussão de
Quilombolas e Indígenas para o reacionário Congresso Nacional.
Em relação ao governo federal, Dilma Rousseff, seguindo a mesma
direção de Lula da Silva, adota uma política racista, impedindo a
titulação dos territórios quilombolas em todo o Brasil. O Governo Lula
chegou ao seu último ano de mandato emitindo apenas 11 títulos às
comunidades quilombolas, com a promessa de que seriam 57 comunidades
em 2010. Até dezembro de 2011, somente 3 das 44 áreas decretadas para
desapropriação haviam sido tituladas pelo governo federal. As
comunidades beneficiadas foram Família Silva (RS), Colônia São Miguel
(MS) e Preto Forro (RJ). A primeira teve suas terras parcialmente
tituladas em 2009 e as outras duas em 2011. No novo PPA (2012-2015),
já sob o governo Dilma, as comunidades quilombolas não mais contam com
um programa específico; na transição para o novo PPA não mais existe o
programa Brasil Quilombola.
O novo programa, denominado Enfrentamento ao Racismo e Promoção da
Igualdade Racial, e que tem na Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial-SEPPIR o órgão gestor responsável tem para o ano de
2012, um orçamento no valor de R$ 73,125 milhões, e para os três anos
seguintes, mais R$ 239,498 milhões, totalizando no período de
2012-2015 cerca de R$ 312,623 milhões. Considerando-se os números
apresentados, um orçamento ainda menor que o anterior (2008-2011). O
governo Dilma toma a opção pelo latifúndio, pelo agronegócio, pela
destruição das florestas e extermínio dos povos e comunidades
tradicionais, a exemplo dos irmãos índios, ribeirinhos, quebradoras de coco babaçu,
faxinalenses, entre tantos outros.
Em relação às comunidades quilombolas, o governo Dilma opera um
verdadeiro genocídio. Em Rio dos Macacos, Bahia, a Marinha Brasileira
promove a invasão de domicílios atentando contra os direitos das
mulheres, uso ostensivo de armamento criando verdadeiros traumas em
crianças, adolescentes e idosos, que tiveram casas invadidas e armas
apontadas para as suas cabeças, severo impedimento das atividades
econômicas tradicionalmente desenvolvidas pela comunidade, como a
agricultura e a pesca de subsistência como forma de inviabilizar a
permanência no território.
Um saldo desse conflito desigual se evidencia no grande número de
crianças, adolescentes e adultos que foram impedidas ou que foram
forçadas a desistir de frequentar a escola. Além, a Comunidade está
ameaçada de despejo, em razão de ação de reintegração de posse
proposta pela União contra as famílias. No Maranhão, depois de três
acampamentos quilombolas e greves de fome, o Governo Federal acordou
que 54 RTID’S seriam confeccionados ao longo de 2012, entretanto,
conforme a presidência do órgão, em ofício encaminhado ao MPF/MA,
somente 9 RTID’S, que já estavam orçados desde 2011, serão feitos.
Em 2011, ocorreram 2 assassinatos de quilombolas no Estado e são mais
70 marcados para morrer, e o governo mente para as comunidades. Na
Comunidade de Pedra do Sal, RJ, em razão da lentidão do INCRA em
concluir a titulação do Quilombo, as obras das Olimpíadas e Copa do
Mundo tentam expulsar centenas de famílias quilombolas de seus locais
de história. No Rio Grande do Sul, na comunidade Morro Alto, em razão
da lentidão do governo federal, a violência no quilombo somente
aumentou. Grileiros que invadem o território quilombola a mando de
grandes proprietários têm provocado conflitos físicos com membros da
comunidade e no dia 12 de outubro de 2011, o presidente da Associação
dos Moradores do Quilombo de Morro Alto, Wilson Marques foi agredido e
recebeu um tiro que pegou de raspão em sua cabeça.
Gerivaldoccb Em Minas Gerais, a Comunidade de Brejo dos Criolos acampou
e se acorrentou diante do Palácio do Planalto em setembro de 2011,
para a emissão do decreto de desapropriação de suas terras
tradicionalmente ocupadas, o único emitido pelo Governo Federal em
2011. Registra-se ainda a violência permanente sofrida pelos
Quilombolas Theodoro e Ventura, na serra do Salitre, Pato de Minas,
com lideranças ameaçadas de morte.
Nós, Comunidade Negras Rurais e Urbanas integrantes da Frente Nacional
de Defesa dos Territórios Quilombolas, nesse dia 21 de março de 2012,
Dia Internacional de Luta contra o Racismo, estamos nas ruas,
denunciando esse massacre promovido pelo Governo Dilma Rousseff contra
nosso povo.
Nós, quilombolas de todo os cantos deste país, nos unimos num só
canto, na luta pela verdadeira abolição, cantando em uma só voz:
Já chega de tanto sofrer
Já chega de tanto esperar
A luta vai ser tão difícil..na lei ou na marra
Nós vamos ganhar
Reginaldo Bispo
Após mais de 350 anos de opressão histórica contra a população negra,
rural e urbana, o século XXI assiste a reedição de medidas
sociopolíticas que patrocinam um verdadeiro etnocídio contra
comunidades quilombolas brasileiras: tratam-se de assassinatos,
ameaças de morte, descaso no cumprimento dos procedimentos
administrativos e legais para demarcação e titulação dos territórios,
despejos violentos e ataques massivos praticados por neofascistas, no
nível do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, a exemplo da Adi
3239, proposta pelo DEM ( antigo PFL), contra o Decreto 4887/2003 e o
Projeto de Lei nº 44/07, de autoria do deputado federal Valdir
Collato, do PMDB-SC que visa sustar a aplicação do decreto 4887/2003
bem como a PEC 215, que fulmina a demarcação de terras indígenas e
titulação dos territórios quilombolas , jogando a discussão de
Quilombolas e Indígenas para o reacionário Congresso Nacional.
Em relação ao governo federal, Dilma Rousseff, seguindo a mesma
direção de Lula da Silva, adota uma política racista, impedindo a
titulação dos territórios quilombolas em todo o Brasil. O Governo Lula
chegou ao seu último ano de mandato emitindo apenas 11 títulos às
comunidades quilombolas, com a promessa de que seriam 57 comunidades
em 2010. Até dezembro de 2011, somente 3 das 44 áreas decretadas para
desapropriação haviam sido tituladas pelo governo federal. As
comunidades beneficiadas foram Família Silva (RS), Colônia São Miguel
(MS) e Preto Forro (RJ). A primeira teve suas terras parcialmente
tituladas em 2009 e as outras duas em 2011. No novo PPA (2012-2015),
já sob o governo Dilma, as comunidades quilombolas não mais contam com
um programa específico; na transição para o novo PPA não mais existe o
programa Brasil Quilombola.
O novo programa, denominado Enfrentamento ao Racismo e Promoção da
Igualdade Racial, e que tem na Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial-SEPPIR o órgão gestor responsável tem para o ano de
2012, um orçamento no valor de R$ 73,125 milhões, e para os três anos
seguintes, mais R$ 239,498 milhões, totalizando no período de
2012-2015 cerca de R$ 312,623 milhões. Considerando-se os números
apresentados, um orçamento ainda menor que o anterior (2008-2011). O
governo Dilma toma a opção pelo latifúndio, pelo agronegócio, pela
destruição das florestas e extermínio dos povos e comunidades
tradicionais, a exemplo dos irmãos índios, ribeirinhos, quebradoras de coco babaçu,
faxinalenses, entre tantos outros.
Em relação às comunidades quilombolas, o governo Dilma opera um
verdadeiro genocídio. Em Rio dos Macacos, Bahia, a Marinha Brasileira
promove a invasão de domicílios atentando contra os direitos das
mulheres, uso ostensivo de armamento criando verdadeiros traumas em
crianças, adolescentes e idosos, que tiveram casas invadidas e armas
apontadas para as suas cabeças, severo impedimento das atividades
econômicas tradicionalmente desenvolvidas pela comunidade, como a
agricultura e a pesca de subsistência como forma de inviabilizar a
permanência no território.
Um saldo desse conflito desigual se evidencia no grande número de
crianças, adolescentes e adultos que foram impedidas ou que foram
forçadas a desistir de frequentar a escola. Além, a Comunidade está
ameaçada de despejo, em razão de ação de reintegração de posse
proposta pela União contra as famílias. No Maranhão, depois de três
acampamentos quilombolas e greves de fome, o Governo Federal acordou
que 54 RTID’S seriam confeccionados ao longo de 2012, entretanto,
conforme a presidência do órgão, em ofício encaminhado ao MPF/MA,
somente 9 RTID’S, que já estavam orçados desde 2011, serão feitos.
Em 2011, ocorreram 2 assassinatos de quilombolas no Estado e são mais
70 marcados para morrer, e o governo mente para as comunidades. Na
Comunidade de Pedra do Sal, RJ, em razão da lentidão do INCRA em
concluir a titulação do Quilombo, as obras das Olimpíadas e Copa do
Mundo tentam expulsar centenas de famílias quilombolas de seus locais
de história. No Rio Grande do Sul, na comunidade Morro Alto, em razão
da lentidão do governo federal, a violência no quilombo somente
aumentou. Grileiros que invadem o território quilombola a mando de
grandes proprietários têm provocado conflitos físicos com membros da
comunidade e no dia 12 de outubro de 2011, o presidente da Associação
dos Moradores do Quilombo de Morro Alto, Wilson Marques foi agredido e
recebeu um tiro que pegou de raspão em sua cabeça.
Gerivaldoccb Em Minas Gerais, a Comunidade de Brejo dos Criolos acampou
e se acorrentou diante do Palácio do Planalto em setembro de 2011,
para a emissão do decreto de desapropriação de suas terras
tradicionalmente ocupadas, o único emitido pelo Governo Federal em
2011. Registra-se ainda a violência permanente sofrida pelos
Quilombolas Theodoro e Ventura, na serra do Salitre, Pato de Minas,
com lideranças ameaçadas de morte.
Nós, Comunidade Negras Rurais e Urbanas integrantes da Frente Nacional
de Defesa dos Territórios Quilombolas, nesse dia 21 de março de 2012,
Dia Internacional de Luta contra o Racismo, estamos nas ruas,
denunciando esse massacre promovido pelo Governo Dilma Rousseff contra
nosso povo.
Nós, quilombolas de todo os cantos deste país, nos unimos num só
canto, na luta pela verdadeira abolição, cantando em uma só voz:
Já chega de tanto sofrer
Já chega de tanto esperar
A luta vai ser tão difícil..na lei ou na marra
Nós vamos ganhar
sábado, 17 de março de 2012
COMUNICADO À NAÇÃO SOBRE A PEC Nº 215 DE 2000
Sandrah Sagrado
COMUNICADO À NAÇÃO SOBRE A PEC Nº 215 DE 2000
Está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados uma proposta de alteração da Constituição – PEC nº 215, de 2000. Ela pretende retirar a autonomia e competência da União na demarcação de terras indígenas, na criação de unidades de conservação e no reconhecimento de áreas remanescentes de quilombolas, para estabelecer que o Congresso Nacional deva autorizar previamente todas essas ações exclusivamente de gestão pública, próprias do Poder Executivo.
Num cenário mais otimista, se essa proposta for aprovada dificilmente serão criadas novas áreas de proteção, pois levarão anos e anos para serem analisadas previamente pelo Congresso Nacional, como querem seus defensores. Esta PEC representa um imenso retrocesso na luta dos povos indígenas e dos quilombolas pelo reconhecimento aos seus direitos históricos à terra e à cidadania.
A mudança proposta elimina a possibilidade de presença mais incisiva, objetiva e eficiente do Executivo. E é exatamente isso que querem seus defensores, porque assim a União ficará impedida de atuar imediatamente na solução dos graves e históricos problemas relacionados à questão.
Isto pode ser bom para determinados segmentos, mas trará enormes prejuízos para os povos indígenas e quilombolas, e para a sociedade em geral, que ficará desprovida de áreas social e ambientalmente protegidas.
Na perspectiva de um modelo de desenvolvimento depredador e privatista, interesses econômicos avançam sobre as terras indígenas e quilombolas, na contramão de conquistas populares de nosso recente período democrático. Aprovada, a PEC 215 será um enorme retrocesso para a democracia brasileira, um ataque direto à Constituição, e um crime contra os povos indígenas, quilombolas e as populações tradicionais, historicamente massacrados, escravizados e vilipendiados.
Finalmente, cumpre observar que, apesar de parecer favorável do seu relator, deputado Osmar Seraglio (PMDB-PR), essa iniciativa é inconstitucional. Ela fere cláusulas pétreas da nossa Carta Magna, como o art. 2º, por interferir na independência e harmonia entre os Três poderes, condicionando a validade dos atos do Presidente da República à vontade dos membros do Congresso Nacional. Também violenta os incisos I e III, § 4º, do art. 60, que vedam a deliberação sobre emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado e a separação dos Poderes.
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS
FRENTE PARLAMENTAR AMBIENTALISTA
FRENTE PARLAMENTAR DE APOIO AOS POVOS INDIGENAS
FRENTE PARLAMENTAR MISTA PELA IGUALDADE RACIAL E EM DEFESA DOS QUILOMBOLAS
CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO – CIMI
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DE COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS – CONAQ
ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL - APIB
COMUNICADO À NAÇÃO SOBRE A PEC Nº 215 DE 2000
Está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados uma proposta de alteração da Constituição – PEC nº 215, de 2000. Ela pretende retirar a autonomia e competência da União na demarcação de terras indígenas, na criação de unidades de conservação e no reconhecimento de áreas remanescentes de quilombolas, para estabelecer que o Congresso Nacional deva autorizar previamente todas essas ações exclusivamente de gestão pública, próprias do Poder Executivo.
Num cenário mais otimista, se essa proposta for aprovada dificilmente serão criadas novas áreas de proteção, pois levarão anos e anos para serem analisadas previamente pelo Congresso Nacional, como querem seus defensores. Esta PEC representa um imenso retrocesso na luta dos povos indígenas e dos quilombolas pelo reconhecimento aos seus direitos históricos à terra e à cidadania.
A mudança proposta elimina a possibilidade de presença mais incisiva, objetiva e eficiente do Executivo. E é exatamente isso que querem seus defensores, porque assim a União ficará impedida de atuar imediatamente na solução dos graves e históricos problemas relacionados à questão.
Isto pode ser bom para determinados segmentos, mas trará enormes prejuízos para os povos indígenas e quilombolas, e para a sociedade em geral, que ficará desprovida de áreas social e ambientalmente protegidas.
Na perspectiva de um modelo de desenvolvimento depredador e privatista, interesses econômicos avançam sobre as terras indígenas e quilombolas, na contramão de conquistas populares de nosso recente período democrático. Aprovada, a PEC 215 será um enorme retrocesso para a democracia brasileira, um ataque direto à Constituição, e um crime contra os povos indígenas, quilombolas e as populações tradicionais, historicamente massacrados, escravizados e vilipendiados.
Finalmente, cumpre observar que, apesar de parecer favorável do seu relator, deputado Osmar Seraglio (PMDB-PR), essa iniciativa é inconstitucional. Ela fere cláusulas pétreas da nossa Carta Magna, como o art. 2º, por interferir na independência e harmonia entre os Três poderes, condicionando a validade dos atos do Presidente da República à vontade dos membros do Congresso Nacional. Também violenta os incisos I e III, § 4º, do art. 60, que vedam a deliberação sobre emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado e a separação dos Poderes.
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS
FRENTE PARLAMENTAR AMBIENTALISTA
FRENTE PARLAMENTAR DE APOIO AOS POVOS INDIGENAS
FRENTE PARLAMENTAR MISTA PELA IGUALDADE RACIAL E EM DEFESA DOS QUILOMBOLAS
CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO – CIMI
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DE COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS – CONAQ
ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL - APIB
sábado, 10 de março de 2012
XANGÔ REZADO ALTO
Xangô Rezado Alto - Pedido oficial de perdão histórico acontecerá na quarta
Para marcar a passagem do primeiro centenário do episódio conhecido por "Quebra de xangôs" ou "quebra de 1912" , quando uma milícia armada destruiu as casas de matriz africana de Maceió, com uma violência sem igual, o Governo de Alagoas marcará a data com um fato inédito e significativo não só para a cultura afrodescendente em Alagoas, como para própria história do Brasil. O Governador do Estado Teotônio Vilela Filho assinará um ato de pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a todas as Comunidades Terreiros de Alagoas, pelas atrocidades que marcaram aquele 01 de fevereiro de 1912.
Segundo o vice-reitor da Universidade Estadual de Alagoas, que está realizando o projeto "Xangô Rezado Alto – celebrando a memória do Quebra", professor Clébio Araújo: "A importância deste pedido de perdão do Governo de Alagoas é que demarca historicamente uma nova etapa na relação entre Estado e cultos afrobrasileiros, pois é um chefe de estado em nome da sociedade que está admitindo o 'quebra' como um erro histórico, isso indica que há uma disposição de construir uma nova relação com esses cultos... é um novo momento em que o estado sinaliza que acarretará num novo tratamento e disposição de novas políticas públicas para esses cultos de matriz africanas", explicou.
Quando a notícia de que o Governador Teotônio sinalizou com esse desejo de pedido de perdão, houve por parte dos estudiosos e entre as comunidades um sentimento de reconhecimento oficial, e ao mesmo tempo com a certeza de que Alagoas vive um tempo de mudanças e um momento histórico, como fala o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra: "Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso", concluiu.
O ato de assinatura do pedido oficial de perdão está marcado para esta quinta (01) às 17:30h, no final do cortejo popular marcado para sair às 15h da Praça da Assembleia, pela rua do Sol até a Praça dos Martírios, que já foi um importante ponto de confluência de terreiros de Maceió, onde estará armado um palco para as apresentações artísticas que acontecerão nesta quarta e quinta, dentro da programação do projeto "Xangô Rezado Alto".
Fonte: Alagoas 24h
Para marcar a passagem do primeiro centenário do episódio conhecido por "Quebra de xangôs" ou "quebra de 1912" , quando uma milícia armada destruiu as casas de matriz africana de Maceió, com uma violência sem igual, o Governo de Alagoas marcará a data com um fato inédito e significativo não só para a cultura afrodescendente em Alagoas, como para própria história do Brasil. O Governador do Estado Teotônio Vilela Filho assinará um ato de pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a todas as Comunidades Terreiros de Alagoas, pelas atrocidades que marcaram aquele 01 de fevereiro de 1912.
Segundo o vice-reitor da Universidade Estadual de Alagoas, que está realizando o projeto "Xangô Rezado Alto – celebrando a memória do Quebra", professor Clébio Araújo: "A importância deste pedido de perdão do Governo de Alagoas é que demarca historicamente uma nova etapa na relação entre Estado e cultos afrobrasileiros, pois é um chefe de estado em nome da sociedade que está admitindo o 'quebra' como um erro histórico, isso indica que há uma disposição de construir uma nova relação com esses cultos... é um novo momento em que o estado sinaliza que acarretará num novo tratamento e disposição de novas políticas públicas para esses cultos de matriz africanas", explicou.
Quando a notícia de que o Governador Teotônio sinalizou com esse desejo de pedido de perdão, houve por parte dos estudiosos e entre as comunidades um sentimento de reconhecimento oficial, e ao mesmo tempo com a certeza de que Alagoas vive um tempo de mudanças e um momento histórico, como fala o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra: "Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso", concluiu.
O ato de assinatura do pedido oficial de perdão está marcado para esta quinta (01) às 17:30h, no final do cortejo popular marcado para sair às 15h da Praça da Assembleia, pela rua do Sol até a Praça dos Martírios, que já foi um importante ponto de confluência de terreiros de Maceió, onde estará armado um palco para as apresentações artísticas que acontecerão nesta quarta e quinta, dentro da programação do projeto "Xangô Rezado Alto".
Fonte: Alagoas 24h
RACISMO NO MAIOR BAIRRO NEGRO DO PAÍS: LIBERDADE (SÃO LUIS - MA)
> RACISMO NA ESCOLA: ESTADO DO PARÁ(SÃO LUIS MA), LIBERDADE..
>
> Diretora do colégio "Estado do Pará", bairro da Liberdade, São Luis MA. É
> acusada de racismo, por aluna, que foi proibida de entrar na escola, por
> estar com trancinhas afro, no seu penteado! A diretora Socorro, Não permitiu
> que a citada aluna adentrasse o colégio, e ainda afirmou, que a mesma
> retornasse, somente quando tivesse" Aparência de Gente", e com aquele
> cabelo, ela jamais seria aluna da escola! fatos dessa natureza, do
> destempero dessa sra. São bem comuns, ela se julga, dona da escola, manda e
> desmanda passando por cima de suas atribuições! Uma verdadeira "Coronel de
> saias" Hoje, os moradores e alunos fizeram uma passeata, e convocaram toda a
> imprensa A Diretora Socorro, saiu escoltada por policias militares, e até a
> policia federal esteve no local, tamanha e repercussão desse ato criminoso.
> Fica aqui, meu repúdio e indiguinação, afinal pessoas assim, não deveriam
> ter estampadas em seu contra-cheque, a nomeação de diretora de uma escola, haja
> visto, ser formadora de opinião e responsável pela formação ideológica,
> cristã, educacionale comportamental, de crianças, jovens e adultos.
> Esperamos que ela responda por tal ato, e pague pelo preconceito maldoso,
> com um bairro, que tem em sua grande maioria negros, ou como ela queria
> chamar, "gente de cor". Somos iguais, uma única raça, Humana!
> FONTE: Jr Bono Vox Difusorafm
>
> Desde meu tempo que estudei lá no colegial ela sempre teve esse
> comportamento. Basta.
> Vamos dar sonoridade a isto. A juventude de terreiro iniciou processo de
> reação este autoritarismo baseado em pretensa impunidade lastreado por
> preconceito etnico - racial e social. Esta senhora prova que não tem a menor
> habilidade de dirigir um espaço de contrução de saberes, idedntidades,
> formação psicossocial da juventude. Exoneração é muito pouco, pois sua
> ditadura dura mais de
> trinta anos. Tem que responder criminalmente.Educadores, pais e população
> em geral, manifestem-se.
>
> --
> Postado por Azile no Blog do Neto de Azile em 3/10/2012
--
Ms. Fr. Marcello J.Rocha Fernandes, Mobosj - Olufam
kiumba Exu Akirijèbó
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"Creio, alguém lembrará de nós no futuro".(Safo de Lesbos - 640 a.c)
" Liberdade é pouco. o que eu desejo, ainda não tem nome" (Clarice
Lispector)
"É pela paz que eu não quero seguir admitido", (Marcelo Yuka- O Rappa)
“ O amor é essencial o sexo um acidente pode ser igual pode ser diferente” (
fernando pessoa).
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REDE MANDACARURN - LIXO E CIDADANIA - EDUCAÇÃO E
CULTURA
RMRN/RECOSOL
>
> Diretora do colégio "Estado do Pará", bairro da Liberdade, São Luis MA. É
> acusada de racismo, por aluna, que foi proibida de entrar na escola, por
> estar com trancinhas afro, no seu penteado! A diretora Socorro, Não permitiu
> que a citada aluna adentrasse o colégio, e ainda afirmou, que a mesma
> retornasse, somente quando tivesse" Aparência de Gente", e com aquele
> cabelo, ela jamais seria aluna da escola! fatos dessa natureza, do
> destempero dessa sra. São bem comuns, ela se julga, dona da escola, manda e
> desmanda passando por cima de suas atribuições! Uma verdadeira "Coronel de
> saias" Hoje, os moradores e alunos fizeram uma passeata, e convocaram toda a
> imprensa A Diretora Socorro, saiu escoltada por policias militares, e até a
> policia federal esteve no local, tamanha e repercussão desse ato criminoso.
> Fica aqui, meu repúdio e indiguinação, afinal pessoas assim, não deveriam
> ter estampadas em seu contra-cheque, a nomeação de diretora de uma escola, haja
> visto, ser formadora de opinião e responsável pela formação ideológica,
> cristã, educacionale comportamental, de crianças, jovens e adultos.
> Esperamos que ela responda por tal ato, e pague pelo preconceito maldoso,
> com um bairro, que tem em sua grande maioria negros, ou como ela queria
> chamar, "gente de cor". Somos iguais, uma única raça, Humana!
> FONTE: Jr Bono Vox Difusorafm
>
> Desde meu tempo que estudei lá no colegial ela sempre teve esse
> comportamento. Basta.
> Vamos dar sonoridade a isto. A juventude de terreiro iniciou processo de
> reação este autoritarismo baseado em pretensa impunidade lastreado por
> preconceito etnico - racial e social. Esta senhora prova que não tem a menor
> habilidade de dirigir um espaço de contrução de saberes, idedntidades,
> formação psicossocial da juventude. Exoneração é muito pouco, pois sua
> ditadura dura mais de
> trinta anos. Tem que responder criminalmente.Educadores, pais e população
> em geral, manifestem-se.
>
> --
> Postado por Azile no Blog do Neto de Azile em 3/10/2012
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quarta-feira, 7 de março de 2012
História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
Dia Internacional da Mulher
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Seguido por
África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bangladesh, Bélgica, Bielorrússia, Butão, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Bulgária, Burkina Faso, Cambodja, Camarões, Chile, China, Colômbia, Croácia, Cuba, Chipre, Equador, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Dinamarca, Finlândia, Geórgia, Grécia, Holanda, Hungria, Ilha de Formosa, Índia, Itália, Islândia, Israel, Laos, Letónia, Lituânia, Cazaquistão, Kosovo, Quirguistão, Macedónia, Malta, México, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Nepal, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia, Síria, Tadjiquistão, Turquia, Turquemenistão, Ucrânia, Uzbequistão, Vietname, Zâmbia
Data: 8 de Março
Observações:
Relembra as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
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Data: 8 de Março
Observações:
Relembra as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
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