quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Como seria o Mundo se não existissem negros?
Como seria o mundo se não existissem as pessoas negras???
FONTE: GELEDÉS
Essa é a história de um garoto chamado Theo que acordou um dia e perguntou a sua mãe:
“Mãe, o que aconteceria se não existissem pessoas negras no mundo?”
Sua mãe pensou por um momento e então falou:
“Filho, siga-me hoje e vamos ver como seria se não houvesse pessoas negras no mundo”.
E, então, disse:
“Agora vá se vestir e nós começaremos”.
Theo correu para seu quarto e colocou suas roupas e sapatos.
Sua mãe deu uma olhada nele e disse: “Theo, onde estão seus sapatos?
E suas roupas estão amassadas, filho, preciso passá-las”.
Mas quando ela procurou pela tábua de passar, ela não estava mais lá.
Veja, Sarah Boone, uma mulher negra, inventou a tábua de passar roupa.
E Jan E. Matzelinger, um homem negro, inventou a máquina de colocar
solas nos sapatos
“Então… – ela falou – Por favor vá e faça algo em seu cabelo.”
Theo decidiu apenas escovar seu cabelo, mas a escova havia desaparecido.
Veja, Lydia O. Newman, uma mulher negra, inventou a escova.
Ora, essa foi uma visão… nada de sapatos, roupas amassadas, cabelos desarrumados.
Mesmo o cabelo da mãe, sem as invenções para cuidar do cabelo feitas por Madame C. J. Walker…
Bem, vocês podem vislumbrar…
A mãe disse a Theo: “Vamos fazer nossos trabalhos domésticos e, então, iremos ao mercado”.
A tarefa de Theo era varrer o chão.
Ele varreu, varreu e varreu.
Quando ele procurou pela pá de lixo, ela não estava lá.
Lloyde P. Ray, um homem negro, inventou a pá de lixo.
Ele decidiu, então, esfregar o chão, mas o esfregão tinha desaparecido.
Thomas W. Stewart, um homem negro, inventou o esfregão.
Theo gritou para sua mãe:
“Não estou tendo nenhuma sorte!”
Ela responde:
“Bem, filho, deixe-me terminar de lavar estas roupas e prepararemos a lista do mercado”.
Quando a lavagem estava finalizada, ela foi colocar as roupas na secadora, mas ela não estava lá.
Acontece que George T. Samon, um homem negro, inventou a secadora de roupas.
A mãe pediu a Theo que pegasse papel e lápis para fazerem a lista do mercado.
Theo correu para buscá-los, mas percebeu que a ponta do lápis estava quebrada.
Bem… ele estava sem sorte, porque John Love, um homem negro, inventou o apontador de lápis.
A mãe procurou por uma caneta, mas ela não estava lá, porque William
Purvis, um homem negro, inventou a caneta-tinteiro.
Além disso, Lee Burridge inventou a máquina de datilografia e W. A. Lovette,
a prensa de impressão avançada.
Theo e sua mãe decidiram, então, ir direto para o mercado.
Ao abrir a porta, Theo percebeu que a grama estava muito alta.
De fato, a máquina de cortar grama foi inventada por um homem negro,
John Burr.
Eles se dirigiram para o carro, mas notaram que ele simplesmente não sairia do lugar.
Isso porque Richard Spikes, um homem negro, inventou a mudança automática
de marchas e Joseph Gammel inventou o sistema de supercarga para os motores de combustão interna.
Eles perceberam que os poucos carros que estavam circulando, batiam uns contra os
outros, pois não havia sinais de trânsito.
Garret A. Morgan, um homem negro, foi o inventor do semáforo.
Estava ficando tarde e eles, então, caminharam para o mercado, pegaram suas compras e voltaram para casa.
Quando eles iriam guardar o leite, os ovos e a manteiga, eles notaram que a
geladeira havia desaparecido.
É que John Standard, um homem negro, inventou a geladeira.
Colocaram, assim, as compras sobre o balcão.
A essa hora Theo começou a sentir bastante frio.
Sua mãe foi ligar o aquecimento.
Acontece que Alice Parker, uma mulher negra, inventou a fornalha de aquecimento.
Mesmo no verão eles não teriam sorte, pois Frederick Jones, um homem negro, inventou o ar condicionado.
Já era quase a hora em que o pai de Theo costumava chegar em casa.
Ele normalmente voltava de ônibus.
Não havia, porém, nenhum ônibus, pois seu precursor, o bonde elétrico, foi inventado
por outro homem negro, Elbert R. Robinson.
Ele usualmente pegava o elevador para descer de seu escritório, no vigésimo andar do prédio, mas não havia nenhum elevador, porque um homem negro, Alexander Miles, foi o inventor do elevador.
Ele costumava deixar a correspondência do escritório em uma caixa de correio
próxima ao seu trabalho, mas ela não estava mais lá, uma vez que foi Philip Downing, um homem negro, o inventor da caixa de correio para a colocação de cartas e William Berry inventou a máquina de carimbo e de cancelamento postal.
Theo e sua mãe sentaram-se na mesa da cozinha com as mãos na cabeça.
Quando o pai chegou, perguntou-lhes:
“Por que vocês estão sentados no escuro?”.
A razão disso?
Pois Lewis Howard Latimer, um homem negro, inventou o filamento de dentro da lâmpada elétrica.
Theo havia aprendido rapidamente como seria o mundo se não existissem as pessoas negras.
Isso para não mencionar o caso de que pudesse ficar doente e necessitar de sangue.
Charles Drew, um cientista negro, encontrou uma forma para preservar e estocar o sangue, o que o levou a implantar o primeiro banco de sangue do mundo.
E se um membro da família precisasse de uma cirurgia cardíaca?
Isso não seria possível sem o Dr. Daniel Hale Williams, um médico negro, que executou a primeira cirurgia aberta de coração.
Então, se você um dia imaginar como Theo, onde estaríamos agora sem os Negros?
Bem, é relativamente fácil de ver.
Nós ainda estaríamos na ESCURIDÃO.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Movimento Negro Unificado Seção Caxias do Sul/RS rumo ao VXII Congresso Nacional do MNU
Dia 20 de julho de 2014, na sede do SINDISPREV-RS, foi realizada a plenária do MNU para debate das metas do Movimento Negro Unificado para suas próximas atuações.
Com a presença dos militantes as discussões se estenderam das 9:00 horas até as 15 horas, culminando com a retirada dos delegados e delegadas ao XVII Congresso Nacional do MNU que acontecerá,dias 15,16 e 19 de agosto, em Amaralina, Salvador, Bahia.
Desse Congresso sairão eleitos os próximos Coordenadores Nacionais da Organização, que irão tomar as decisões, juntamente com a militância, que irão pautar a luta do MNU pelos próximos dois anos até o próximo Congresso Nacional.
maria Geneci Silveira - MNU - Seção Caxias do Sul
O que é o Movimento Negro?
Movimento Negro Unificado
Marcha no dia da Consciência Negra/SP
Por meio das reflexões de Ilse Scherer-Warren, um movimento social é “um grupo mais ou menos organizado, sob uma liderança determinada ou não; possuindo programa, objetivos ou plano comum; baseando-se numa mesma doutrina, princípios valorativos ou ideologia, visando um fim específico ou uma mudança social”.
Assim, podemos inferir que o Movimento Negro é a luta dos afrodescendentes para resolver os problemas da sociedade em que vivem – já que estão envoltos por preconceitos e discriminações raciais que os marginalizam no meio social, no mercado de trabalho, no sistema educacional e nos meios político e cultural.
As entidades eram de cunho assistencialista, recreativa e/ou cultural, e elas conseguiam agregar um número não desprezível de 'homens de cor', como se falava na época. Alguns desses movimentos, conforme disse Henrique Cunha Júnior, tiveram como base de formação “determinadas classes de trabalhadores negros, tais como: portuários, ferroviários e ensacadores, constituindo uma espécie de entidade sindical”.
O Movimento Negro do Brasil é dividido em três fases:
Primeira fase (1889-1937)
Segunda fase (1945-1964)
Terceira fase (1978-2000)
As três fases desses movimentos apresentam como ponto de partida a luta pelos direitos dos negros, diferenciando-se apenas no enfoque dado aos temas e na organização das pessoas participantes dos grupos. Na primeira fase, são métodos de luta, por exemplo, a criação de agremiações negras, palestras, atos públicos e publicações de jornais.
Na segunda fase, há um foco no teatro, na imprensa, nos eventos acadêmicos e nas ações que visam à sensibilidade da elite branca para os problemas enfrentados pelos negros no país. Já a terceira fase se apodera de manifestações públicas, imprensa, formação de comitês de base e movimentos nacionais.
O Movimentos Negro que teve maior expressividade foi a Frente Negra Brasileira (FNB) - fundada em 1931 por meio de uma forte organização centralizada e composta por 20 membros - além de milhares de associados e simpatizantes. A FNB, com grande representatividade política e social, passou a se constituir como um partido político. A nova fase durou pouco tempo, estendeu-se até 1937 devido à decretação do Estado Novo (Getúlio Vargas).
Abdias do Nascimento
Nesta mesma época, todos os partidos políticos foram declarados ilegais e os movimentos sociais negros precisaram se voltar para outras formas de resistência; assim, o que sobrou foi a resistência cultural. Como exemplo dessa reivindicação abraçada à cultura, entra em cena o Teatro Experimental do Negro (TEN), fundado por Abdias do Nascimento.
Alguns Movimentos Negros que fizeram história no Brasil:
Sociedade Progresso da Raça Africana 1891
Clube 28 de Setembro 1897
Clube 13 de Maio dos Homens Pretos 1902
Centro Literário dos Homens de 1903
Sociedade Propugnadora 13 de maio 1906
Centro Cultural Henrique Dias 1908
Socorros Mútuos Princesa do Sul 1908
Grupo Dramático e Recreativo Kosmos 1908
Sociedade União Cívica dos Homens de Cor 1915
Associação Protetora dos Brasileiros Pretos 1917
Centro da Federação dos Homens de Cor 1917
Centro Cívico Cruz e Souza 1918
Sociedade Brinco das Princesas 1925
Centro Cívico Palmares 1926
Frente Negra Brasileira (FNB) 1931
Sociedade Flor do abacate 1932
Legião Negra 1932
Sociedade Henrique Dias 1934
Legião Negra 1934
Sociedade Henrique Dias 1937
União dos Homens de Cor (UHC) 1943
Grêmio Literário Cruz e Souza 1943
Teatro Experimental do Negro (TEM) 1944
Comitê Democrático Afro-Brasileiro 1944
Associação do Negro Brasileiro 1945
Conselho Nacional das Mulheres Negras 1950
Associação José do Patrocínio 1951
Frente Negra Trabalhista 1954
Associação Cultural do Negro 1954
União Cultural dos Homens de Cor (UCHC) 1962
Fundação da União Catarinense dos Homens de Cor 1962
Centro de Cultura e Arte Negra (CECAN) 1972
Grupo Palmares 1971
Movimento Negro Unificado 1978
Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial 1978
Contra o racismo
O maior desafio do Movimento Negro no Brasil é acabar com o preconceito racial. Essa luta não vem de hoje. O movimento começou a ganhar força na década de 1930, com a Frente Negra Brasileira. Em 1978, foi fundado o Movimento Negro Unificado, que deu origem a vários grupos de combate ao racismo, como associações de bairro, terreiros de candomblé, blocos carnavalescos, núcleos de pesquisas e várias organizações não governamentais. Conheça aqui algumas dessas principais entidades:
Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra
Fundação Cultural Palmares
Instituto da Mulher Negra Geledés
Instituto do Negro Padre Batista
Projeto Geração XXI
Casa das Áfricas
Núcleo de Consciência Negra
Lei contra o preconceito
A Lei Afonso Arinos (1951) considerava o preconceito racial uma contravenção, e não um crime. Ou seja, ofender um negro não resultava em punição. Em 1989, a comunidade negra de São Paulo fez um enterro simbólico dessa lei e, no mesmo ano, foi aprovada a Lei Caó, que transformou o preconceito em crime.
Hoje o Congresso Nacional está estudando uma proposta de lei apresentada pelo Movimento pelas Reparações dos Afrodescendentes (MPR), que obriga o governo brasileiro a indenizar todos os 70 milhões de afrodescendentes no Brasil de hoje pelo crime cometido pela escravidão. Cada um receberia 102 mil reais (este é o valor estimado, pois ainda não foi estipulado).
Comissões de direitos humanos e ONGs avaliam formas de obrigar o governo a investir esse dinheiro nas chamadas ações afirmativas, como cotas para negros em universidades, no mercado de trabalho e nos meios de comunicação. Uma importante conquista dos afro-brasileiros foi a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que entrou em vigor no dia 20 de outubro de 2010.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O Genocídio do jovem negro em marcha.
by mamapress
Enviado por Joca Neto de Belo Horizonte
por Agência Brasil em Jornalismo 02/07/2014
Com mais de 56 mil homicídios, Brasil bate recorde e fica em sétimo lugar entre 100 países
O Brasil precisa acordar para esta tragédia que atinge a população brasileira como um todo, mas que devido ao racismo institucional de estado e ao racismo cultural de toda a sociedade, se abate notadamente sobre os homens negros, principalmente jovens pardos e pretos entre 15 a 29 anos. Para cada morto existe uma família que fica, que além da dor emocional da perda física de um ente querido, sofre um abalo econômico que atinge não só a vida da família, como abala a economia de toda a sociedade brasileira.
O número de 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos é um retrato cruel das diferenças raciais no Brasil e apenas apontam o estado emocional subjacente que vive cada pessoa e cada família negra brasileira.
Cada morto tem parentes, amigos, vizinhos e conhecidos. Cada criança negra vê seu possível futuro, quando no caminho da escola tropeça no corpo desovado de um jovem criança igual a ela.
Cada morto é um parceiro ou seria um futuro parceiro de uma mulher negra que nas próximas décadas não terão possibilidade de escolha entre os homens, de um homem negro para constituir família, pois este homen negro já não existe agora.
Políticas públicas tem sido tomadas para estancar este sangramento genocida, a maioria destas medidas tem sido realizadas na área de segurança pública. Mas por que este índice de mortalidade real só aumenta?
A morte violenta do jovem negro é aceita pela sociedade, além de estimulada pelas mídias e pelo senso comum de cada brasileiro, de que violência só se acaba com violência.
O genocídio do negro brasileiro não é só uma questão de segurança pública, nem só de mal comportamento de policiais, o genocídio do negro brasileiro faz parte da mentalidade de cada um de nós brasileiros e brasileiras. Parte dos brasileiros estimulam este genocídio enquanto a maior parte aceita passivamente este sangramento econômico, social, cultural e racial da sociedade brasileira.
É hora de termos um plano nacional que ajude a nós todos a mudarmos nossa mentalidade racista e que aceita como normal a violência dos homicídios contra os jovens negros, que está acontecendo em nossas esquinas. MR
Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países
Helena Martins - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto
A cada dia, 154 pessoas morreram, em média, vítimas de homicídio no Brasil, em 2012. Ao todo, foram 56.337 pessoas que perderam a vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011. Os dados são do Mapa da Violência 2014, que mostra um crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte em comparação com o número obtido em 2002. O percentual é um pouco maior que o de crescimento da população total do país: 11,1%.
As principais vítimas são jovens do sexo masculino e negros. Ao todo, foram vítimas desse tipo de morte 30.072 jovens, com idade entre 15 e 29 anos. O número representa 53,4% do total de homicídios do país. Também, desse total, 91,6% eram homens.
Jovem, homem e negro
Os dados de 2012, último ano da série projetada pelo mapa, mostram ainda que, a partir dos 13 anos de idade, o percentual começa a crescer. Passa de quatro homicídios a cada 100 mil habitantes para 75, quando se chega aos 21 anos de idade.
Os homicídios também vitimam majoritariamente negros, isso é, pretos e pardos. Foram 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos. Considerando toda a década (2002 – 2012), houve “crescente seletividade social”, nos termos do relatório. Enquanto o número de assassinatos de brancos diminuiu, passando de 19.846, em 2002, para 14.928, em 2012, as vítimas negras aumentaram de 29.656 para 41.127, no mesmo período.
Ranking
Ao todo, ao longo dessa década, morreram 556 mil pessoas vítimas de homicídio, “quantitativo que excede largamente o número de mortes da maioria dos conflitos armados registrados no mundo”, destaca o texto. Comparando 100 países que registraram taxa de homicídios, entre 2008 e 2012, para cada grupo de 100 mil habitantes, o estudo conclui que o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking dos analisados. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de Trinidad e Tobago, da Colômbia, Venezuela e de Guadalupe.
O Brasil já ocupou posições piores no ranking. A situação foi amenizada tanto por políticas de enfrentamento à violência desenvolvidas internamente, que frearam o crescimento exponencial das mortes, quanto pelo fato de países, especialmente da América Central, estarem vivendo “uma eclosão de violência”. Sobre isso, o relatório destaca que mesmo os países com menores taxas da América Latina, quando comparados com os da Europa ou da Ásia, assumem posições intermediárias ou mesmo de violência elevada. Nesses continentes, segundo a pesquisa, os índices não chegam a três homicídios em 100 mil habitantes.
Entre as políticas desenvolvidas internamente, o estudo destaca a Campanha do Desarmamento e o Plano Nacional de Segurança Pública, em nível nacional, e ações em nível estadual, como as executadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, que geraram quedas nos índices de homicídio em meados dos anos 2000. A magnitude desses lugares pesou na redução dos índices e possibilitou a leve melhora na posição do país no ranking mundial.
Mesmo assim, a situação é preocupante, de acordo com o Mapa da Violência, que é baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e em outros dados do Ministério da Saúde.
Balanço
Entre 2002 e 2012, houve crescimento dos homicídios em 20 das 27 unidades da Federação. Sete delas tiveram crescimento explosivo: o Maranhão, Ceará, a Paraíba, o Pará, Amazonas e, especialmente - registra o estudo -, o Rio Grande do Norte e a Bahia. Nos dois últimos, as taxas de mortalidade juvenil devido a homicídios mais que triplicaram.
Nesse último ano, houve aumento das mortes, especialmente entre os jovens. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ocorreram 56,5 homicídios por grupo de 100 mil jovens, em 2012.
Na década, as unidades que diminuíram as taxas foram: Mato Grosso, o Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pernambuco e, com mais intensidade, o Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas seis estados tiveram queda entre 2012 e 2011. Um deles, Pernambuco, diminuiu 6,8%. Os números, todavia, mostram o desafio: nesse estado, foram 73,8 homicídios a cada 100 mil jovens.
mamapress | July 3, 2014 at 12:23 pm |
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Gentrificação e higienização racial das cidades vêm de longe
by mamapress
Palácio do Povo-Berlim
Protocolo de uma reunião oficial em Berlim em 14 de setembro de 1938, para construção do império germânico de 1000 anos:
"Professor Speer desenvolveu um anteprojeto que prevê, que os grandes prédios sejam "desalugados" de maneira forçada, para torná-las livres de judeus. Esta proposta é para ser tratada de forma extremamente confidencial, pois o prof. Speer deseja antes ouvir ao "Fuhrer". Depois serão feitas as leis necessárias para que o plano seja cumprido. "
Hitler concorda, e a equipe de Speer põe mãos às obras. No plano foi anotado, que bairros deveriam ficar "limpos de judeus"( Judenrein), o centro Ku`damm e o bairro Bavário. O documento foi escrito 8 semanas antes da "Noite dos Cristais", noite em que as Sinagogas e lojas de comércio judaicas foram atacadas e destruídas.*
Um dos efeitos do processo de globalização, é o remanejamento forçado nas grandes metrópoles, de grupo populacionais que vivam em áreas previstas por arquitetos privados e governamentais a serem desocupadas, para darem espaço à chamada “revitalização” dos centros urbanos.
Os centros de grandes cidades, como Londres, Paris e Rio de Janeiro entre outras mais, são vistos como áreas de passagem a serem preservadas para turistas nacionais e internacionais com poder aquisitivo suficiente para pertencerem a esta nova elite móvel, que se desloca pelo mundo.
Não importa em que cidade este novo “cidadão do mundo” chegar, ele encontrará o mesmo padrão de qualidade e conforto na prestação de serviços.
Grandes redes de lojas de moda, alimentação e hospedaria, farão o novo cliente “jetset” de massa se sentir em casa. Os mesmos supermercados e cinemas e as mesmas diversões para suas crianças serão oferecidas com uma qualidade padrão.
Aos nativos destes centros urbanos, ficará reservado o “desalugamento forçado” e sofrerão remanejamento para as periferias. Em troca os removidos terão à sua disposição transporte rápido através de super vias, ônibus integrados e metrôs, para virem aos centros, entre 8 da manhã e 8 da noite, para servirem e divertirem com suas manifestações culturais típicas, os novos mandarins da globalização.
Os jogos esportivos mundiais que possuem um grande poder de atração e conquistam a simpatia dos povos do mundo, servirão como alavanca para que estes planos aconteçam de forma rápida, imperceptível e quase indolor para a maioria da população, que antes de reclamarem, se manifestarão extasiadas com as obras monumentais que serão construídas, porém que, não poderão frequentar.
*fonte: Die Welt
36 Anos de MNU............longa vida ao MNU................
Movimento Negro Unificado – MNU. Fundado, em 18.06.1978, com a denominação de Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial, isto em pleno período da ditadura militar. Lançado, em 07 de julho de 1978, nas escadarias do Teatro Municipal, em ato público, no centro da Capital paulista, com a presença de “cerca de duas mil pessoas”, conforme noticiou a Folha de São Paulo, no dia 8 de julho de 1978. “Os negros estão nas ruas” era a manchete de capa do Jornal “Versus – Afro-América Latina”, n.º 23, de julho/Agosto de 1978. Nas páginas 32, 33 e 34 são registradas impressões, fotos e os nomes dos/as principais atores e atrizes que marcam o surgimento do Dia Nacional de Luta Contra o Racismo. São, posteriormente, lançadas seções em Minas Gerais e Rio de Janeiro e Bahia. Hoje o MNU tem representação em 14 estados brasileiros. A mística do MNU estimulou nestes 24 anos, o surgimento de inúmeras organizações, do movimento negro, no Brasil. Esta mística, ainda tem tanta força que, por vezes, o MNU, que surgiu pretendendo ser um confederação de entidades e/ou organizações negras, é confundido e/ou visto como sinônimo de Movimento Negro.
A força política do MNU, como uma organização do movimento negro, é indubitável, e ratificada pelos avanços e conquistas - os atrasos e derrotas também não foram poucas – no entanto, ao longo da sua existência podemos enumerar algumas vitórias:
- Instituição do Dia 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra , na 3ª Assembléia Nacional, realizada em 04 de novembro de 1978, na Bahia. Esta data foi criada pelo Grupo Palmares, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1971;
- Desmistificação da tese gilbertofreireana da existência de uma democracia racial com a instituição do Dia 13 de maio como Dia Nacional de Denúncia contra Racismo;
- Enterro simbólico da Lei Afonso Arinos, dada sua iniquidade, em São Paulo com Ato Público no 1979;
- Articulação para formulação da criminalização do racismo, desde os municípios, passando pelos estados e chegado até a Convenção Nacional do Negro pela Constituinte, em 1986, em Brasília;
- Contribuição com manifestações pela a libertação de Nelson Mandela;
- Idealização e construção, juntamente com outras organizações, da Marcha Zumbi dos Palmares, que reuniu mais de 30 mil participantes em Brasília, em 1995;
- Contribuição no processo de organização da Comissão Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Brasil ; e,
- Articulação para o Estado criar mecanismos de coibição do racismo através de implementação de ações políticas e/ou políticas públicas.
Adomair Ogumbyi
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Advogado sindical e de direitos humanos, Sergio Martins, assassinado em Caxias-RJ
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Advogado sindical e de direitos humanos, Sergio Martins, assassinado em Caxias-RJ
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por Marcos Romão
Sergio Martins Advogado sindicalista, ativista dos direitos humanos e da luta contra o racismo, Sérgio Martins foi assassinado hoje enquanto almoçava em um restaurante no centro de Caxias.
Segundo fontes que por segurança não revelamos o nome, ele temia ser assassinado por haver descoberto irregularidades no sindicato em que trabalhava e que levou à demissão de um funcionário.
Levado ainda com vida para o hospital, após baleado, ele teria revelado o autor do crime e de seu mandante.
Nós da Mamapress e da Rede Radio Mamaterra manifestamos nossas condolências à família e aguardamos das autoridades policiais uma rápida investigação e prisão dos culpados.
Em recente artigo para o Geledés, podemos ver um pouco da pessoa humana de Sergio Martins em sua Jornada pela Dignidade e sua preocupação com assassinatos de jovens no Brasil.
http://www.geledes.org.br/sergio-martins-direito-e-reverso-direito-uma-jornada-pela-dignidade/
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